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SOBRICE reúne especialistas da América Latina para discutir formação e fortalecimento da Radiologia Intervencionista

Notícias - 30/set

 Encontro realizado durante o 29º Congresso SOBRICE debateu diferentes modelos de formação e certificação na região e propôs a elaboração de referências comuns para a capacitação de profissionais

A Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) reuniu, na quarta-feira (30), especialistas e representantes de sociedades de diferentes países da América Latina para discutir os desafios da formação em Radiologia Intervencionista e as possibilidades de ampliar a integração entre os países. O encontro foi realizado durante o 29º Congresso SOBRICE, em São Paulo, e teve como um dos principais encaminhamentos a proposta de elaboração de um documento conjunto sobre currículo e requisitos básicos de formação na região.

A discussão foi moderada pelo presidente da entidade, Dr. Lucas Moretti Monsignore e pela Dra. Micaela Arrieta Usta (Colômbia), com a participação de representantes de sociedades latino-americanas. Na abertura, estiveram o Dr. Shigueru Kozima, da CARVI/Argentina; a presidente do congresso,  Dra. Fernanda Uchiyama; e o Dr. Gian Paolo Zamboni, da SOCHRADI/Chile.

Entre os temas debatidos esteve a forma como a Radiologia Intervencionista é reconhecida e estruturada em diferentes países. No Chile, a área passou a ser reconhecida como subespecialidade pelo CONACEM em 2026, após anos de articulação, e atualmente conta com três programas de formação de dois anos. Na Colômbia, a Radiologia Intervencionista é reconhecida como segunda especialidade e possui quatro programas de formação. Já no México, representantes da área discutem a criação de um currículo unificado e a ampliação dos programas de dois anos.

As diferenças entre os modelos de formação foram apontadas como um dos desafios para o desenvolvimento da especialidade na América Latina. Os participantes destacaram a necessidade de ampliar o número de profissionais capacitados, aumentar a oferta de vagas de treinamento e estabelecer referências comuns para a formação, considerando as particularidades de cada país.

As diferenças entre os modelos de formação foram apontadas como um dos desafios para o desenvolvimento da especialidade na América Latina. Os participantes destacaram a necessidade de ampliar o número de profissionais capacitados, aumentar a oferta de vagas de treinamento e estabelecer referências comuns para a formação, respeitando as regulamentações e particularidades de cada país.

A discussão também abordou as dificuldades para o reconhecimento e a homologação da formação entre os países, já que cada sistema possui regras próprias de certificação. Nesse contexto, foi discutida a possibilidade de construir referências compartilhadas para a formação em Radiologia Intervencionista na América Latina, sem substituir as regulamentações específicas de cada país.

Como encaminhamento, os participantes discutiram a elaboração de um documento conjunto que reúna as perspectivas das sociedades da região sobre currículo e requisitos básicos de formação. A proposta é ampliar a participação de outros países latino-americanos e manter a discussão por meio de um grupo de trabalho e encontros periódicos.