Radioembolização amplia as opções de tratamento do câncer de fígado

A radioembolização hepática com esferas de vidro tem se consolidado como uma das tecnologias minimamente invasivas mais avançadas no tratamento de tumores hepáticos no Brasil, especialmente em casos em que a cirurgia não é possível. Ela é altamente precisa; a técnica representa um avanço importante para a radiologia intervencionista e no cuidado oncológico.

Recentemente, o procedimento ganhou destaque com a realização da primeira radioembolização com microesferas de vidro no Espírito Santo, conduzida pelo Diretor do Departamento de Intervenção Percutânea da Sobrice, Dr. Luiz Sérgio Pereira Grillo Júnior. A iniciativa marca a ampliação do acesso a uma terapia já utilizada em centros de referência no Brasil e no exterior.
A técnica, também conhecida como Radioembolização Hepática com Esferas de Vidro (ou SIRT, na sigla em inglês), consiste na administração de microesferas contendo o radioisótopo Ítrio-90 diretamente na artéria que irriga o tumor. Dessa forma, a radiação é liberada de maneira altamente direcionada, atingindo as células tumorais com mínima exposição ao tecido saudável.
Segundo o especialista, o procedimento é realizado em duas etapas. A primeira envolve o mapeamento detalhado da anatomia vascular do fígado, permitindo avaliar a segurança e planejar a dose ideal para cada paciente. Já na segunda fase, as microesferas são aplicadas por meio de cateterismo, guiado por imagem, sem necessidade de cirurgia aberta.
Entre os principais diferenciais da radioembolização está o seu mecanismo de ação. Ao contrário de outras técnicas, como a quimioembolização, o foco principal está na ação da radiação, e não no bloqueio do fluxo sanguíneo. Isso permite uma abordagem mais precisa, com menor toxicidade sistêmica e recuperação mais rápida para o paciente.
A tecnologia é indicada, principalmente, para casos de carcinoma hepatocelular, além de metástases hepáticas e outros tumores, especialmente quando há limitações para tratamentos cirúrgicos. Em muitos cenários, pode contribuir para controle da doença e melhora da qualidade de vida.
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