Hepatites B e C seguem como grande desafio mundial e reforçam importância do cuidado integrado


As hepatites B e C continuam entre os principais desafios de saúde pública no mundo e são responsáveis pela maioria das mortes relacionadas às hepatites virais, segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em 2024, cerca de 1,34 milhão de pessoas morreram em decorrência de complicações associadas às hepatites virais. No mesmo período, foram registrados aproximadamente 1,8 milhão de novos casos no mundo, evidenciando a persistência da transmissão e o impacto da doença.
A Sobrice reforça a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento contínuo e da abordagem multidisciplinar dos pacientes com doença hepática, especialmente nos casos que evoluem para formas crônicas e complicações avançadas.
“Antes de mais nada é importante salientar que há décadas existe a vacinação contra o vírus da hepatite B e ela continua sendo a forma mais eficiente de prevenção contra a doença. As principais vias de contaminação pelos vírus das hepatites B e C são a sexual e a sanguínea. Por isso, o uso de preservativos e programas de redução de danos para usuários de drogas injetáveis, como a disponibilização de seringas descartáveis e o suporte para substituição ou abstinência do uso de drogas, são fundamentais.
Para aqueles que, de alguma forma, estiveram expostos a esses riscos, é essencial procurar um hepatologista e realizar exames de rastreamento, como ultrassonografia, exames laboratoriais e elastografia hepática, utilizada para medir a rigidez do fígado. Ao primeiro sinal de infecção crônica, atualmente já existem tratamentos orais eficazes e, no Brasil, disponíveis pelo SUS”, explica o Dr. Raphael Braz Levigard, médico radiologista intervencionista, cirurgião endovascular e especialista da Sobrice.
“Infelizmente, grande parte dos diagnósticos ainda ocorre de forma tardia, quando muitos pacientes já evoluíram para fibrose ou cirrose hepática. Essas condições aumentam significativamente o risco de desenvolvimento do câncer primário de fígado e da hipertensão portal, caracterizada pela elevação da pressão no sistema venoso que drena os órgãos abdominais.
A radiologia intervencionista desempenha papel fundamental no manejo da doença hepática crônica, seja no tratamento minimamente invasivo do câncer hepático, com potencial curativo ou de controle da doença até a realização de um transplante, seja no tratamento das complicações da hipertensão portal, como sangramentos digestivos e ascite refratária. Entre as principais técnicas utilizadas estão o TIPS (derivação portossistêmica intra-hepática transjugular com implante de stent) e a embolização de varizes digestivas, procedimentos guiados por imagem que contribuem para o controle das complicações e para a melhora da qualidade de vida dos pacientes”, afirma.