Diagnóstico precoce pode elevar chances de cura do câncer colorretal

Em entrevista ao portal Metrópoles, o diretor da Sobrice, Charles Zurstrassen, destaca o papel da radiologia intervencionista no diagnóstico e em tratamentos minimamente invasivos. Segundo ele, a possibilidade de cura pode ser de até 90% quando o diagnóstico é feito em estágio bem inicial

O diagnóstico precoce pode mudar o cenário do câncer colorretal, e, em muitos casos, ser decisivo para a cura.
Em entrevista ao portal Metrópoles, o médico radiologista intervencionista Charles Zurstrassen destaca que identificar a doença nas fases iniciais tende a elevar as chances de cura para mais de 90%, além de ampliar o acesso a tratamentos menos invasivos.
Segundo o especialista, a radiologia intervencionista tem um papel estratégico em todas as etapas do cuidado. No diagnóstico, permite a realização de biópsias guiadas por imagem, essenciais para análises mais precisas e para a definição da melhor abordagem terapêutica.
Já no tratamento, técnicas minimamente invasivas vêm ganhando espaço, especialmente em casos de metástases, como no fígado. Procedimentos como ablação por radiofrequência e micro-ondas podem, em situações específicas, principalmente quando os tumores são pequenos, se tornar decisivos no processo de remissão do câncer. Além de menos agressivas, essas abordagens proporcionam recuperação mais rápida e menor impacto na qualidade de vida dos pacientes.
O Dr. Charles destaca que ampliar o acesso ao diagnóstico precoce ainda é um dos principais desafios e uma das maiores oportunidades para mudar a realidade do câncer colorretal no Brasil.
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