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Câncer de rim pode crescer quase 80% até 2050 e reforça papel de tratamentos minimamente invasivos guiados por imagem

Notícias - 25/maio

O câncer renal, embora ainda tenha incidência relativamente baixa em comparação a outros tumores, deve apresentar crescimento expressivo nas próximas décadas no Brasil e na América Latina. Projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam aumento de 79,8% dos casos na região até 2050 e de 79,5% no Brasil no mesmo período.

O cenário está relacionado ao envelhecimento populacional, aumento da obesidade e do sedentarismo, hipertensão arterial, tabagismo e ao maior acesso a exames de imagem, que têm ampliado o diagnóstico de tumores incidentais em estágios iniciais.

Com base nisso, cresce a importância de tratamentos menos invasivos e mais preservadores da função renal. Entre eles, a radiologia intervencionista vem ganhando espaço por meio da ablação percutânea guiada por imagem, realizada com pequenas punções na pele e sem necessidade de cirurgia aberta.

Segundo o Dr. Márcio Meira, radiologista intervencionista e cirurgião endovascular, membro da SOBRICE, a técnica representa uma mudança importante no cuidado do câncer renal. “A ablação permite tratar o tumor de forma minimamente invasiva, com precisão guiada por imagem e preservação do tecido renal saudável, sendo uma alternativa importante para pacientes que não são candidatos ideais à cirurgia”, afirma.

O especialista destaca que radiofrequência, micro-ondas e crioablação são as principais técnicas utilizadas, com escolha baseada no tamanho, localização e perfil clínico do paciente. A indicação é mais frequente em tumores T1A, geralmente até 4 cm, especialmente em pacientes idosos ou com comorbidades importantes. Em casos selecionados de tumores maiores, a técnica também pode ser considerada.

O procedimento é guiado por imagem em tempo real, permitindo alta precisão e segurança, com menor tempo de internação, menos dor e recuperação mais rápida. Em muitos casos, a biópsia é realizada no mesmo ato, auxiliando no diagnóstico.

Diretrizes internacionais já reconhecem a ablação como opção terapêutica em tumores renais localizados. No Brasil, a Sobrice também atua na ampliação do acesso à técnica no sistema de saúde e na discussão com a ANS para incorporação nos planos de saúde, ampliando o acesso dos pacientes ao tratamento minimamente invasivo.