Tratamento endovascular de aneurismas viscerais

O QUE É O TRATAMENTO ENDOVASCULAR DE ANEURISMAS VISCERAIS?

O tratamento endovascular é um tratamento realizado no interior dos vasos sanguíneos, utilizando pequenos tubos de plástico que são passados por meio de um buraco de 2-3 mm na parede da pele e dos vasos sanguíneos.
Um aneurisma é um alargamento anormal de um vaso sanguíneo. Os vasos sanguíneos têm uma estrutura tubular e a maioria dos aneurismas são dilatações do tipo bolha. Suas paredes podem enfraquecer e, portanto, têm risco de ruptura.
O termo visceral é para os aneurismas localizados em artérias que nutrem um órgão em seu corpo, como o fígado, rins, baço ou outro órgão.
Essas dilatações anormais têm um risco de ruptura e sangramento. O tamanho típico que indica uma necessidade de tratamento é de 2 cm. O tratamento endovascular pretende interromper o fluxo de sangue para o aneurisma enquanto se mantém o fluxo sanguíneo para o órgão.

COMO O PROCESSO FUNCIONA?

Se o fluxo de sangue parar, ele irá coagular, assim como um corte na pele. O acesso endovascular permite parar o fluxo de sangue que flui para dentro do aneurisma e, simultaneamente, preservar o fluxo para o órgão a que o vaso afetado fornece sangue.
radiologista intervencionista normalmente entrará em um vaso sanguíneo na virilha e orientará um tubo de 2-3 mm para o vaso sanguíneo afetado. Habitualmente, uma pequena molinha (como a mola em uma caneta) pode ser inserida dentro do aneurisma ou, então, dentro do vaso sanguíneo que abastece o aneurisma.
Alternativamente, um tubo flexível de metal pequeno (chamado stent recoberto) poderá ser colocado recobrindo o orifício que alimenta o aneurisma. Essas técnicas farão com que se forme um coágulo no aneurisma, reduzindo o risco de ruptura.

POR QUE FAZER ISSO?

Um aneurisma visceral deve ser tratado com base no risco de a parede romper, o que pode causar uma hemorragia grave. No entanto, nem todos os aneurismas viscerais precisam de tratamento. A decisão sobre tratar o aneurisma de maneira conservadora, observando-o, ou tratando-o também é baseada em fatores de risco do paciente. A aparência sob imagem (normalmente ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética) e quaisquer alterações recentes no aneurisma são observadas.
Geralmente, aceita-se que os aneurismas maiores que 2 cm devem ser considerados para tratamento.

QUAIS SÃO OS RISCOS?

Existem alguns riscos menores, incluindo um hematoma na virilha. Riscos mais significativos incluem molinhas que se deslocam para outra parte do corpo, bloqueando outros ramos da artéria. Durante o tratamento de um aneurisma, o fluxo sanguíneo na artéria principal que fornece sangue para o órgão pode diminuir, fazendo com que surja uma lesão no órgão envolvido.