Hemopstise

Hemopstise

Sistemas:RespiratórioProcedimentos:AngiografiaBiopsiaEmbolização de traumaEmbolização em oncologiaEmbolização de hemorragiaTratamento endovascular de malformações arteriovenosasTratamento endovascular de aneurismas visceraisMarcação tumoral (pré-operatório)TrombectomiaTrombóliseTécnicas pediátrica de Radiologia Intervecionista

Visão geral

Hemoptise refere-se à tosse com sangue advindodos vasos do seu trato respiratório, abaixo de sua prega vocal. Hemoptise maciça é responsável por aproximadamente 5% dos casos de hemoptise e é uma condição com risco de vida, porque pode resultar em asfixia (falta de oxigênio). Devido à gravidade das suas consequências, pacientes com hemoptise precisam ser examinados e tratados logo que possível.

Hemoptise maciça refere-se a quando o paciente tosse entre 100 a 1.000 ml de sangue em 24 horas, mas pequenas quantidades de sangue também podem ser fatais, por isso exigem uma ação intervencionista.

Diagnóstico

Em 90% dos casos, a fonte do sangramento está nos brônquios, as vias aéreas do trato respiratório que conduzem o ar para os pulmões. Em 5% dos casos, a fonte do sangramento está no sistema pulmonar, que é o sistema que transporta o sangue desoxigenado do coração aos pulmões e o sangue oxigenado que retorna do pulmão para o coração. Há certo número de causas para a hemoptise, incluindo tuberculose, bronquite e trauma.

O primeiro passo para avaliar hemoptise é uma radiografia torácica, embora os resultados apareçam normais em até 30% dos casos. Como outra abordagem de diagnóstico, é útil uma broncoscopia, em que um dispositivo de imagem é inserido dentro da via aérea. Tomografia computadorizada pode ser usada para localizar a fonte do sangramento e para identificar a causa.

Tratamento

O tratamento de escolha para hemoptise maciça é a embolização de artéria brônquica, uma técnica minimamente invasiva, realizada por um radiologista intervencionista, que insere um cateter na artéria femoral do paciente (na parte superior da coxa), utilizando fluoroscopia para orientação. O radiologista intervencionista, em seguida, dirige o cateter até a artéria brônquica e injeta materiais embolizantes para o ramo da artéria brônquica responsável pelo sangramento, para bloquear a passagem de sangue. O paciente será submetido a uma angiografia após o procedimento de embolização, para confirmar se otratamento foi bem sucedido.

O tratamento tem altas taxas de sucesso clínico imediato. Se o sangramento persistir, o procedimento de embolização pode ser repetido. Há uma série de possíveis complicações, incluindo dor no peito e dificuldade de engolir. A complicação mais grave é a embolização da artéria que nutre a medula espinhal, que pode levar à paraplegia, mas isso só é descrito em 1,4% a 6,5% dos casos.

Existem tratamentos cirúrgicos disponíveis, mas eles são reservados para casos em que o procedimento de embolização não foi bem sucedido ou se a condição persistir após vários procedimentos de embolização. A cirurgia tem uma taxa de mortalidade de 14% a 18%.

Outros tratamentos incluem o tamponamento endobrônquico, que é o uso de um tampão absorvente para parar o sangramento e é usado em pacientes que não são candidatos adequadosà embolização ou cirurgia. A broncoscopia pode ser usada para limpar as vias aéreas e ajudar os médicos a realizar tratamentos.