Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular

Os 10 melhores Trabalhos Científicos - Congresso SOBRICE 2016

Confira a relação dos 10 melhores Trabalhos Científicos do Congresso SOBRICE 2016

1º LUGAR
 
Código: EMB.07 

Título: EMBOLIZAÇÃO DAS ARTÉRIAS PROSTÁTICAS: EXPOSIÇÃO À RADIAÇÃO DOS PACIENTES E DO OPERADOR 

Autores: Andrade G1 , Abud DG2 , Garzón WJ3 , Khoury HJ3 , Dubourcq F4 , Bredow MF4 , Lira Neto AA4 , Carvalho Filho AR4

Instituição: 1 AngioRad - Radiologia Intervencionista, Recife - PE; 2 HC-FMRP-USP - Radiologia Intervencionista, Ribeirão Preto - SP; 3 UFPE - Departamento de Energia Nuclear, Recife - PE, 4 Hospital Getulio Vargas - Urologia, Recife - PE

 
Resumo

Objetivo:
Avaliar a dose de radiação ionizante que o paciente e o operador são expostos nas embolizações das artérias prostáticas (EAP).

Introdução:
A EAP é um procedimento complexo pela variabilidade anatômica e fino calibre das artérias, demandando um tempo prolongado de fluoroscopia, magnificações e diferentes projeções, podendo levar a uma grande exposição do paciente e operador.

Materiais e Métodos:
Aprovado no comitê de ética, foram realizadas EAP em 15 pacientes. Excluídos os primeiros cinco procedimentos, os dez pacientes consecutivos foram incluídos nesta análise. A média de idade foi de 65,2 anos e o peso médio de 72,1Kg. Um filme radiocrômico (Gafchromic, USA) é colocado sob a região pélvica do paciente, enquanto 9 dosímetros termoluminescentes (DTL) são estrategicamente posicionados no operador. Ao final de cada procedimento, o relatório do equipamento é adquirido e os dados do filme e dos DTLs são lidos no laboratório de metrologia das radiações.

Resultados:
A média do pico de dose na pele (PDP) do paciente foi de 2463mGy, com Pka total de 525,06Gy.cm2. As imagens de subtração são responsáveis por mais de 75% da radiação, mesmo quando a tomografia cônica é realizada. A média da dose efetiva calculada para o operador foi de 21mSv, com dose equivalente para o olho, mão e perna esquerdos de 0,48; 0,768 e 2,129mSv respectivamente. As doses equivalentes das diversas regiões são apresentadas em tabelas.

Discussão:
A literatura ainda muito escassa, mostra que o tempo de fluoroscopia e o Pka do nosso grupo é similar aos já descritos. A exposição do paciente e do operador mostra-se semelhante aos procedimentos mais complexos da especialidade, como o TIPS. A proximidade da área irradiada e projeções oblíquas são fatores sabidamente responsáveis por elavada exposição. Considerando o novo limite de dose anual para o cristalino, uma EAP por semana é suficiente para atingir o limite. O PDP médio do paciente excede o limiar para o aparecimento de eritema, sendo necessário acompanhá-los.

Conclusão: Os resultados mostram que a EAP é um procedimento complexo e com elevadas taxas de exposição para o paciente e o radiologista. Otimização das medidas de proteção e a utilização de óculos protetores são obrigatórios.



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