Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular

Embolização em oncologia


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O que é embolização em oncologia?

Os tumores necessitam de um fornecimento constante de sangue para se manter e crescer. A embolização de tumores é um procedimento minimamente invasivo realizado por radiologistas intervencionistas, em que o fornecimento de sangue para massas ou nódulos que estão causando sintomas em um paciente é cortado, aliviando os sintomas. Em oncologia, isso envolve a utilização de líquidos, partículas ou microesferas para bloquear os vasos sanguíneos, redirecionando o fluxo de sangue para longe do tumor. Isso faz com que o tumor diminua e morra.
 

Por que fazer isso?

Se você tem grandes tumores em seu fígado, rins, pulmões ou ossos, este tratamento pode ser benéfico para você. Há diferentes maneiras de uso da embolização em oncologia. Pode ser usado simplesmente para cortar o fornecimento de sangue para o tumor, ou combinada com a quimioterapia para aplicar diretamente no tumor os medicamentos quimioterápicos (quimioembolização), ou as partículas podem conter material radioativo para destruir seletivamente as células de tumor (radioembolização).
A embolização também é adequada para alguns tumores não cancerígenos. Ocasionalmente, embolização pode ser utilizada para reduzir o fornecimento de sangue antes de um procedimento cirúrgico, para aumentar a segurança do paciente.
 

Como o processo funciona?

Você não deve comer qualquer coisa antes do procedimento e pode ser dado um sedativo para ajudar você a relaxar. É importante que você ainda fique imóvel durante o procedimento para garantir que as imagens de raios-X tomadas sejam precisas. O procedimento durará cerca de uma hora.
Você receberá um anestésico local para o procedimento. O radiologista intervencionista perfurará uma artéria em sua coxa com uma pequena agulha e inserirá uma combinação de tubos de plástico (chamados de introdutor e cateteres) e fios-guia em suas artérias.
O intervencionista vai injetar um meio de contraste (corante) através de um cateter, de modo que a área possa ser vista claramente sob o método de imagem utilizado para guiar o procedimento (habitualmente a fluoroscopia). Em seguida, o radiologista intervencionista vai navegar cuidadosamente com um microcateter tão perto quanto possível do tumor e vai libertar as partículas embolizantes. As partículas geralmente são microesferas que têm menos de 0,5 mm de diâmetro e que podem ser combinadas ou carregadas com quimioterapia ou material radioativo (ítrio 90).
A maioria dos pacientes experimenta dor e náuseas após o procedimento e, para que isso seja minimizado, você receberá analgésicos fortes e medicamentos para prevenir náuseas. Você pode receber alta no mesmo dia, mas se mantiver sintomas graves após o procedimento, pode ser necessário ficar no hospital durante a noite.
 

Quais são os riscos?

A taxa de sucesso técnico, definido como a entrega bem sucedida das partículas dentro do tumor, é geralmente mais de 95%. O sucesso clínico (definido como morte parcial ou completa do tumor) é de cerca de 30-50%, embora varie dependendo da localização, extensão e da biologia da doença.
Podem ser oferecidos vários tratamentos para otimizar a resposta; em 10-20% dos casos, pode também ser necessário tratamento complementar (cirurgia ou ablação) no futuro.
O principal risco é a embolização de órgãos não alvos, o que significa que as partículas podem, acidentalmente, ir para vasos normais, destruindo o tecido saudável ou restringindo o fornecimento de sangue a um órgão. Os efeitos secundários menos graves incluem sangramento, hematomas e infecção no local da punção. Em casos raros, o paciente pode apresentar hemorragia, o que significa que deve ficar no hospital e pode precisar de transfusões de sangue.
É possível haver uma reação adversa ao meio de contraste ou prejudicar o funcionamento do rim. Há também um risco de síndrome pós-embolização, que causa febre, náusea e dor.

Condições clínicas relacionadas

MALFORMAÇÕES VASCULARES

Sistemas:  Respiratório / Músculo esquelético / Digestório / Genito-urinário / Circulatório

CÂNCER DE FÍGADO

Sistema: Digestório

MIOMA UTERINO

Sistema: Genito-urinário